As mesmas palavras que antes te enchia de alegria, agora
te trás dor, descalabro e medo, medo de enfrentar suas próprias criticas. Humildemente
vos digo que sua alma, a procura de felicidade, foi embora. O que restou foi uma
casca má, falsa, xucra, vazia e impura. Medo, medo, medo isso que te rege. Sem
as tentativas, o risco, não conheceria o sabor das derrotas nem o paladar das
vitórias, pois elas seriam inevitáveis frutos de uma batalha. Sem percas,
inseguranças e riscos, não erraríamos, não pediríamos desculpas, não teríamos
necessidade de humildade em nosso cardápio social, diário e intelectual.
Saberá um dia que, os riscos diante do caos da morte
tornam ditadores em crianças, psicopatas em meninos, reis em frágeis seres. Só
com os riscos aprendemos a abortar nossa neurose de grandeza e nos fazem enxergar
a grandeza das coisas pequenas.
Não termos
certeza de nada hoje, já foi o passado, nada vale a pena, nem ao menos viver
tem mais valor. Às vezes essa
arrogância toda não é necessária, com tudo vemos que ainda não temos a
verdadeira segurança para disser que precisamos de algo ou de alguém, temos que
nos mostrar perfeitos para o mundo e um efêmero lixo pra nós mesmos.
Um dia teremos certeza de que não estaremos apegados a nada, apenas
aquilo que nos move.
A dor.

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