Péssima Escolha

Seres paradoxais, ao mesmo tempo em que faz guerra e discrimina, também cultiva flores, faz artes e chora. Severamente correto, no entanto imperfeito a ponto de tratar a vida como um mero descaso. Será que nos vale apena ser cruciais? Nas sombras de suas certezas existem milhões de inseguranças, essas quais não podem ser extintas, excluídas ou anexadas a felicidades que você não costuma usar. O dia te dar um bom dia efêmero como um soco no estomago, lhe deixa sem ar, e mais uma vez você faz de cada passo uma pegada de puro ódio. Ao ver a luz daqueles olhos se sente feliz e ao mesmo tempo se ver distante de suas virtudes, tendo assim que criar virtudes que não são suas, sabes que não podes viver de uma vida que não é tua. A única virtude que vos resta é sorrir.

As mesmas palavras que antes te enchia de alegria, agora te trás dor, descalabro e medo, medo de enfrentar suas próprias criticas. Humildemente vos digo que sua alma, a procura de felicidade, foi embora. O que restou foi uma casca má, falsa, xucra, vazia e impura. Medo, medo, medo isso que te rege. Sem as tentativas, o risco, não conheceria o sabor das derrotas nem o paladar das vitórias, pois elas seriam inevitáveis frutos de uma batalha. Sem percas, inseguranças e riscos, não erraríamos, não pediríamos desculpas, não teríamos necessidade de humildade em nosso cardápio social, diário e intelectual.
Saberá um dia que, os riscos diante do caos da morte tornam ditadores em crianças, psicopatas em meninos, reis em frágeis seres. Só com os riscos aprendemos a abortar nossa neurose de grandeza e nos fazem enxergar a grandeza das coisas pequenas.
Não termos certeza de nada hoje, já foi o passado, nada vale a pena, nem ao menos viver tem mais valor. Às vezes essa arrogância toda não é necessária, com tudo vemos que ainda não temos a verdadeira segurança para disser que precisamos de algo ou de alguém, temos que nos mostrar perfeitos para o mundo e um efêmero lixo pra nós mesmos.    
Um dia teremos certeza de que não estaremos apegados a nada, apenas aquilo que nos move.
A dor.

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