Contra quem não podemos lutar.


Não adianta quantas vezes seja o melhor, condecorado ou o se esforce. Não é suficiente, não auto-suficiente. Incapaz, fraco. O mal de ser um “ser”, dependência, impotência unitária. Não sou seu, somos nossos. Pertencemo-nos, assim alcançamos o ápice. A importância não é dada bem ao dito número, e sim a comunhão brutamente. Orgulho e egoísmo são meras ilusões de grandeza, ensinadas apenas como um sorrateiro aparelho anti-revolta, um remédio de efeito placebo. O capitalismo é tão utópico quanto o socialismo, o poder nunca será centralizado nem dividido em igualdade. Todo ser é dependente de outro ser, assim como o próprio Deus é dependente dos humanos, como também é válida a inversão. A idéia de Deus é o que mantém o mundo equilibrado, estável. Os ensinamentos, as promessas, as ameaças e medos são o que mantém a simetria entre nascimento, crescimento e destruição. E sem nós, não haveria sequer a base da idéia de um deus. Tudo depende de todos e todos de tudo, como uma grande e velha engrenagem de benevolência, movida pelas mãos invisíveis do acaso e do destino. Onze de setembro, precisaram de nós mesmos para nos destruir.

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