É sempre natural e muitas vezes inconsciente.



Parei de escrever por uns dias,
Apenas por medo de tu entrar em minhas linhas.
Apenas pelo fato de as coisas
Terem perdido o meio sentido
Tendo sobrado apenas isto
E já sem brilho de certa forma!
De forma bruta eu fui perdendo,
Perdendo o que ainda havia de mim,
em mim.


Eu quis um antidoto pra dor
Um remédio que me envenenasse
Algo que me fizesse te esquecer
Ou que fizesse meu coração parar de bater.
Que de certa forma anestesiasse a mim
Anestesiasse geral.

Eis que eu já nem sei mais como escrever
Pedir o ritmo, o passo, a vontade ...
O desejo de te ligar
E de perguntar meio sem jeito
como foi o seu dia
E tentar te fazer entender
ou talvez sentir
que o meu adeus deveria soar
mais como um: - estou aqui, sempre e por ti.

Tímida demais, cautelosa demais
Eu deixo que algumas coisas
Escorram por entre meus dedos
Sem qualquer controle
As deixo livres por medo de perdê-las
As perco por incompetência
E por ser insuficiente,
não sou boa o bastante,
era o que você dizia.
E talvez seja verdade

Não é algo que venha a acontecer
Está acontecendo agora.
Eu estou desfalecendo.
Eu sou sua, mesmo não sendo minha.
Sou sentimentos transbordando
Sou esse tal sentimento abrasado.
Esse na qual eu tentei falar
E que se misturou ao teu nome
E que como sempre eu falhei
Ao tentar finda-lo. 

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