A sensação não é das melhores. É como ler em um ônibus. Você
fica tonto, mas dá pra controlar, até que a boca começa a ser preenchida por
saliva e você tem a vaga sensação de que vai pôr tudo para fora, todo até que
não foi ingerido. Não importa. Não se trata do coletivo, é sobre estar sozinho.
Sobre enjoar de si e do resto do mundo, mas não é de se querer morrer, é só
sobre ficar vagando no espaço cheio de corpos e vazio de alma, e procurar uma
razão.
- não olhe para o eu ser morena, pois sou queimada de sol.
Eu não sei mais descrever, perdi. Nesse tempo em que o
numero da casa das pessoas e o resto dos detalhes não importa eu me sinto meio
perdida. Meio menos, meio a meio.
E em outro lugar eu já escrever com caneta bic preta sobre o
dia em que eu passei com você e que no fim da noite, apesar do seu trabalho e
suor, o cheiro e o perfume ainda estavam lá.
E quem fala em combate hoje em dia? Nada do que eu falo é
pra você. As coisas parecem simples, mas a batalha é interna. Você luta para
parar de depender de um comentário de alguém que você finge odiar. Se contenha
menininho! Esse cheiro de cocô saindo da sua mão contamina os ambientes. A
respiração se torna difícil e eu preferiria mil vezes um mar de finas
borboletas pra passar o resto da existência do que voltar a encostar-se a
alguém viúvo de fé. São repugnantes. Melhor viver no deserto do que numa casa
com um homem descontrolado e beberrão.
Amy cantava: tudo o que eu sei é que se meu homem estivesse
numa guerra pagã, eu iria com ele. Eu canto: tudo o que eu sei é que se o meu
homem quisesse dividir um teto, eu teria essa coragem. Dormiria nos seus
pezinhos todos os dias até o fim. Preciso de força (epifania).
Oh, querido, você tem estado tão morno nesse balde, me
contrai o estômago e dói a garganta, quando eu vou conseguir te colocar todo
para fora? Quando você vai querer sair de mim? Incomoda. Envelheça, esquente ou
esfrie. Me deixe.

Nenhum comentário:
Postar um comentário