Soberbo é admirar a falência da própria alma ao ponto de
ver os traumas de sua mente, disse a Esperança. Interligadas por motivos fúteis
aprenderam que o sentido dos erros era dar firmeza para as vertigens mais ásperas
de um trágico mundo de amores miúdos. Muitos anos de convívio e cada uma
decidiu tomar seu rumo, e ter como frase de vida que “os fins justificam os
meios”. Uma delas segura, altruísta e ao mesmo tempo frágil, a Alegria, temia
um dia ter que abandonar seu prazer mais singelo de declarar com inocência todo
o afeto que tinha pela Discórdia, que aos poucos lhe atormentava com palavras
de pura raiva e luxuria.
Apesar de estar como uma das mais cobiçadas, a Paz, para
o mundo se mostrava, perfeita, mas no fundo de sua existência o que avia não
passava de um saco de lixo imundo e inerte. Sentia-se a cada dia pior, por não
encontrar sua parenta mais próxima a Felicidade, que caminhava por caminhos turvos
e tenebrosos na companhia do ódio e da soberba, amigos íntimos. Está a cometer suicídio
a todo o momento, mas nunca morreu.
Alguém tinha que ter um destino tétrico, por algum acaso
essa foi, a Verdade, seguia os regimes da família a risca, até o momento de conhecer
o caráter lúgubre do Medo. Tentou seguir, mais lhes foi concedido o sono da
morte para que descansasse sóbria. Mais o que seria das todos (as) sem a
verdade? Só nos restaria sua irmã, a Mentira. E por alguns minutos pensamos que
ela faleceu mesmo e que tudo que temos é mera ilusão da Mentira.
Da primordial se fez a ultima. Por ser mais experiente soube
lidar com todos os entrelaces do destino que costuma pregar peças com seu
escudeiro fiel o Acaso. Surgiu um pressuposto para sua vida tornar-se ocupada
com sonhos e fantasias, desvairou-se com um ser sutil, abstrato que nem o próprio
sabe se explicar o porquê de tanta ousadia de quem o tem, o Amor. Apaixonou-se,
entregou-se, faz tudo para telo em mãos, descobriu que não o tinha, não
conseguia nem ao menos poderia. Ele é de todos.
Não poderás morrer sabes, és imortal. Onde aja se quer, cinzas
de tua alma sobreviverás e superara o amor até que ele se renda aos teus pés.
Continuas firme, que em ti, confiamos e depositamos nossas
preces.
Ô ESPERANÇA...

Muito bom Plácio, Paarabéns.
ResponderExcluirCriativo, Intenso e sobre tudo, bem pensado.
Uma das melhores coisas que eu já vi por aqui.
Obrigado guria'
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