16 de maio (carta 1)
Sinto-me bem aqui. Conservo-me em
manter essa postura de silencio mais forte que um tiro no escuro. Também tenho esperado
por uma resposta dela, a todos os meus textos com menos ansiedade que o natural,
o que me tranquiliza. Deve decerto está muito ocupada, ou querendo poupar
sofrimento de minha parte. Talvez, se soubesse que não tenho pensamentos suicidas...
Bom, confesso-te que ainda não me
esqueci da dose de melancolia que de sobressalto boicotou meu coração. Claro
que, tive um pressentimento vago de que cedo ou tarde isso iria me ocorrer, mas
que fique aqui registrado não houve oportunidade de reação, porque não foi algo
com abertura de se controlado; Teve resistência.
26 de maio (carta 2)
Prosseguir-se o meu terrível estado de inquietação. Nunca pensei em me
satisfazer com o trivial; Pondo no papel o que em mim há de tão intimamente
penetrado. Essa fragilidade deixada à mostra irrita-me. E me envergonha que as
cortinas transparentes nos meus olhos transpareçam minhas lembranças ruins. Deve
ser culpa minha, tenho estado menos presente ultimamente.
Recuso-me a
compreender como ela não consegue sentir os sentimentos iguais às que ora
sinto. Eu não quero queixar-me, mas não me sinto bem com essa situação. Odeio
saber que sou escravo das minhas sensações; Odeio saber que não faço senão o que é de consentimento do meu coração.

Nenhum comentário:
Postar um comentário