Irracionalmente.



Inserindo espadas entrecortantes adentrando o sistema extra-solar,
Concordando o imprescindível, o inevitável e o multicor.
Friccionando semicírculos de caráteres instáveis e estaturas mórbidas,
Alçando e puxando o gatilho com cordas visíveis de neônio e rum.
Alucinado pela falta do que não há e a ausência do que não se foi,
Enevoando a idéia de que o chão é quem tira o sal do azul, causando inapetite.
Sobre as tesouras sem suporte: Ilegal é o seu porte e jamais me suportarão,
Assim como a neve que queima a superfície instável duma consciência inevolutiva.
É um eterno perde-ganha, luta de dois semelhantes com um terceiro vencedor hostil.
Hostil e magnificamente abstrato, como a forma daquilo que se vê e não se nota.
Como um turbilhão de X’s mais Y’s, sem qualquer constante K que não varie,
Onde a raiz de π é prima e divisível por qualquer número par sem causar decimais.
Aviões submarinos bombardeiam pipas subversivas sem cabresto ou ligação de linha
E só continua lá o menino, sentado nos galhos duma árvore do mangue,
Assobiando, assobiando, assob...

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