Eu deveria... Adíos.




Se, porém, eu controlasse o tanto que sofro quando lúcida; A loucura, diria, é um alivio da dor? E se meu coração profanasse o que tu não podes ouvir de dentro de mim, essa sanidade poderia atravessar meu corpo e chegar aos teus ouvidos? Como apenas um ruído confuso, baixo e despedaçados ao vento cortante e dilacerado pelo teu não entender constante, o que séria de mim? O que seria se inventasse de proibir cunhar teu nome nas paredes deste valhacouto de sentimentos ambulante, por apenas capricho meu?  Se talvez eu me esvaziasse, se de mim eu saísse e nunca mais voltasse? Se eu me deixasse vazar em último grau de intensidade e minunciosamente te deixasse só, o que seria de todo resto que eu já fiz? 


E se eu não quisesse findar o tempo, em que tu se fizeste mais presente, corado, talvez até mais contente. Mas desgostosa, eu destruísse teus sentimentos pouco a pouco, com o que arde em minha pele e ossos; Com a mesma substancia que saem dos teus lábios, braços e olhos? O que continuaria em ti? Em quem pensaria, e por quem suplicaria socorro? E se por dádiva eu presenciasse teu fim, saboreando o que sobrou de ti na ponta dos meus dedos como escárnio, e, mesmo descontente eu fosse embora com decoro e a metade de mim!?
Há de haver razão? Sinto-me aguilhoada: Esse sentimento vazio me corre nas veias com demasia veemência. 
Falta-me paz, silencio e sossego. Sobra-me espaço, conflitos e apreço. Acho que, por ato próprio, estou desfalecendo-me em sentimentos que desconheço, e, talvez o mais importante, sem saber como controlá-los.

A dose de tristezas e desvelos que tu me deste foi altamente desgastante. Impossibilita satisfação, cumprimentos de desejos pessoais, nada muito além do que me atrevera ter (Deus sabe por que assim foram impostos) Mas se a mim fosse concebido um desejo, interrogaria motivo pela qual ainda continuo respirando com corpo e alma distantes, com pensamentos e esperanças em outras mãos.

Não tenho trocado mais de duas palavras com qualquer individuo que seja, por que se esses soubessem do meu desprazer para com a vida, certamente teria quem me incriminasse. Tenho me isolado do mundo e notado que sou uma desagradável companhia a mim mesma, quisera eu saber o quão profundo é esse meu desamor por tudo e todos, talvez tornasse pouco importante e menos doloroso querer fechar os olhos de uma vez.

Deve, decerto, não passar de um sonho essa melancolia de me expressar com tão poucas características de vontade... De continuar vivendo. Essa minha ordinária existência está sendo desperdiçada por não saber lidar com situações delicadas, na qual, faço inteiramente parte mesmo com menos da metade que me sobra de ser alguém. Pois digo: Eu não aguento mais. Porque todas as outras dezenas de vezes que fiz questão de dar ênfase nisso, não é nem de longe, mais pura e verdadeira que está.

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