Sem nome, sem remetente.



Eu passaria horas
Perderia a noção do tempo
Só te observando.
Eu conseguiria decifrar teu olhar,
e transformaria o teu futuro em meu.
Estaria ao seu lado pela manhã,
quando você acordasse.
Eu te ouviria pacientemente
Sempre que precisasse de alguém
Que ficasse em silêncio.


Eu iria entender suas lagrimas
Mesmo que não transparecesse ao exterior.
E te diria as verdades, mesmo que essas te ferissem.
Porque eu poderia te dizer
‘eu te amo’ como pausa de cada uma delas
Assim eu conseguiria te machucar
Sem deixar que doesse por muito tempo.

Eu conversaria com você
Sobre como teus olhos brilham
Quando falas dela, e entenderia.
E de como eles me fazem acreditar
Nas minhas ilusões de um futuro ... Bom,
E também de como eles são bonitos
Assim como todo o resto que te pertence.
E eu sussurraria sempre que pudesse
Até quando me silenciarem a voz
Que eu te amo, que eu te quero,
E que eu nunca senti algo parecido antes
E que nunca irei sentir por outro.
Porque ... eu não sei.
Eu sei que não dá pra te esquecer
E é exatamente isso que eu pretendo.

Mesmo que hajam algumas dúvidas,
Nas quais eu não gosto nem mesmo de pensar.
Achar-me insuficiente é o que me resta
Não há mais o que te oferecer
Muito menos imaginar recompensa em troca.
Não suporto a ideia de continuar sem ar,
de me esquecer do que falar
e de ficar nervosa quando converso com você.
Muito menos de não querer que a conversa acabe
mesmo eu estando morta de cansada.

Eu sei que não posso mais escrever sobre amores
e de como eu desejaria parar com isso.
Mas eu só escrevo pra amenizar a dor
quase tão grande, quanto à vontade
de escrever teu nome
no titulo do texto.

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