Carta ao Sr. Ribeiro

Caro Sr. Ribeiro, penso que esta seja a terceira carta que lhe mando. Creio que não tenha lido as outras, ou melhor, assim espero. Sem rodear muito, dir-lhe-ei o motivo deste contato que a muito tento fazer. Como o senhor bem deve saber, sou dono do condomínio onde mora e graças ao meu eficiente tesoureiro, eu não pude deixar de perceber seu atraso no aluguel. Pela política que estipulei aos moradores, o aluguel não poderia atrasar mais do que dois meses.
Porém Sr. Ribeiro, ao que confirmei em pauta, o seu está atrasado há seis meses. Não sou uma pessoa má, então, peço-lhe pacificamente que efetue em dia o pagamento do que o senhor está a me dever e que também, quite as dívidas anteriores. Como lhe disse antes, não sou uma má pessoa, porém, as pessoas que para mim trabalham, podem não pensar do mesmo modo que eu. Possuo empregados com caráter muito duvidoso. No entanto, posso afirmar que são pessoas de minha extrema confiança e de ainda mais extrema competência em defender a mim e a meu dinheiro. Estarei em quatro semanas a partir de hoje, mandando um de meus subalternos a seu apartamento, para recolher ao menos metade do prejuízo monetário que o senhor poderia me causar. Espero que eu tenha empregado bem o verbo “poder” no passado, pois só a ameaça desse verbo no presente, pode enfurecer meu subordinado que irá se dirigir a seu apartamento no tempo por mim estipulado. Espero que o senhor não entenda minha carta como uma ameaça, pelo contrário, ela é um convite. Até porque, estou aberto a sugestões de forma pagamento, tanto como meu subordinado. No final da carta, estará meu número de telefone. Estarei ansiosamente esperando por sua ligação para tratarmos de nossos negócios, pois é sempre um prazer conversar com meus clientes. Desculpe-me a rudeza de não poder falar-lhe o conteúdo desta carta pessoalmente, pois como deve saber, sou um homem um tanto ocupado. Estarei esperando por sua resposta neste número: xx-xxxx-xxxx.
Desejando-lhe boa sorte na forma de adquirir o pagamento,

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