Transborda um exuberante paraíso de solidão

Cantar é mais fácil que amar.
Amar não é viver só de música.
E música assim como poema não é nada fácil de escrever.
Sobreviver a dois é mais fácil que viver a um.
Pior é dizer que vai mudar e continuar parada no mesmo lugar.
E pedir pro outro mudar, é mais difícil ainda.








Porque dizer ser tão verdadeiro, com esses olhos tão distantes?
Cada passo cuidadosamente escolhido, e, no entanto, faz tudo errado.
Cheio de distrações e faceirices das mãos as pontas dos dedos do pé
Inteiramente intenso ao extremo, com apenas algumas limitações.
Como sempre lhe foi de costume, troca os olhos pelo coração.
Audaz, cheio de graça, no final da tarde agora chora a solidão.

Sem saudades, imperfeições, tudo que não lhe convém é um estrago.
Pede um trago, enquanto os outros dormem, finge estar bem.
Do mais, segue em frente de olhos fechados.
Seguro que a insensatez irá lhe guiar.
Tanto faz - Diz ele – Quando ao resto, ficará bem.

Sua voz atravessa o mar, em uma vanguarda de soluções.
Mas vai embora com um sorriso e as dores de ser quem é
E carrega no peito a voz de alguém
A mesma na qual de vez ou outra Ele sonha a noite
Aquela que é o resto pra ele, e que por puro orgulho, ficará bem.

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